Que eu só fale das dores...

Garota Madsen em Monótonos Maravilha

Este belo soneto (de tamanho XXL) recebe por si opróbrio, do corvo que máscula o céu, provando seu valor. Pois bem, como agora já está claro, esta crônica, representa um sentimento. O mesmo que vêm com o anseio, a quietude do tempo, pulsante em um coração felino. É duro sentir, e demais admitir, mas a pequena Kleine não se cansa, ela busca, como fim o meio de definir, um ponto fatal na chama que acendeu.

Está chama, não é azul, nem tanto anil, brilha com um verde desbotado e um rosa lavado… Ela cria e modifica, sem o controle de Kleine, se torna independente e talvez incendeie. Para ela, esta chama com cara de Medsen, é incompreensível, distante, merece um fim desprezível. Já entregue a Klein como demonstração de confiança, de cuidado e atenção, visando que Madsen aprendesse um pouco mais, tal gesto em seu cerne escondia uma ação muito mais injusta.

Este texto é sobre três sentimentos, um forte, que espera parar o tempo das coisas, para que o segundo de ancia, possa fazer a manutenção no gargalo que a chama lhe deixa, sendo que o verdadeiro gargalo é aquela pulga atrás da orelha. Tudo enquanto uma falta de entendimento, de conversa e atenção, uma falta de tratamento que vai definir seu objeto precioso (a chama que Madsen utiliza) como único da própria Kleine. E para isso não basta, reivindicar o elemento, pois é o mínimo para o controle; não adianta tê-lo no cúmulo do egoísmo. Mas para que a chama não se alastre, precisa que a dona mude.

Por isso Kleine, uma moça inteligente, oferece de má fé, pondo um preço em sua chama, para que Madsen cuide e arque com a demanda do fogo. Madsen sempre astuta, percebe a furada, uma chama insegura, que machuca Kleine bastante… Por isso Madsen não demora para recusar, mantendo a chama no mesmo lugar, utilizando-a.

Para Kleine seu plano não deu certo, ela não aguenta ver Madsen utilizando a chama que cedeu de bom grado, o fogo crescendo e vivido mais do que quando a própria Kleine utilizava, este fato, irrita Kleine, ela queria em si, fazer a chama prosperar, mas por pura incompetência, não consegue nem cuidar.

A história na verdade é a seguinte:

Madsen e Kleine vivem em um vilarejo, em crescimento, no sul da França e uma região muito famosa pela produção de chamas coloridas.

Uma chama colorida, é como as tradicionais, no entanto se elas são bem cuidadas, mantendo o combustível e a oxigenação correta, não fazem nada mais do que decorar um ambiente, elas não queimam e só ficam trepidando e fazendo barulho. Isso acontece pelos sais utilizados no seu cuidado, modificam a cor e as propriedades do fogo. As pessoas utilizavam as chamas coloridas mais vividas, belas e com os sais mais raros, como moeda de troca, que podiam valorizar-se dependendo de suas características. As chamas levavam o nome de quem as possuía, em uma estaca de metal, fixada no seu tronco central, responsável por despejar os sais por toda a madeira. Esta estaca, seria trocada, no processo de transferência de posse. E as estacas eram regulamentadas por uma agência internacional, para garantir a sustentabilidade e segurança da compra, venda e posse.

As duas mulheres, sabem produzir estas chamas, mas Madsen ainda está aprendendo as técnicas, enquanto Kleine, apenas coleciona as chamas mais chamativas. Um tempo depois que as duas se conheceram, Kleine, sabendo do aprendizado de Madsen, disponibilizou uma das suas chamas, para que a garota, pudesse experimentar, os sais, os diferentes tipos de madeira e formas de manutenção da chama, no entanto, nos quatro meses posteriores, em que a chama amadureceu e com isso Madsen a fez crescer e dividir-se em várias outras chamas, Kleine, olhou para aquilo e como ela mesma desejava continuar o desenvolvimento dessas chamas, não gostou do que a chama verde e rosa, tinha se tornado. Kleine, emprestou a chama para Madsen, já com o intuito de deixá-la (obviamente por um preço) com Madsen. No entanto Kleine, quatro meses antes, deixou escapar intencionalmente, que tinha o objetivo de comercializar a chama, e comentou (certamente pensando que Madsen seria boba e não lhe daria ouvidos) para que a garota não se apegasse a chama (estas maravilhas coloridas, tinham o poder quase mágico de fazer as pessoas se apaixonarem por elas, porque sua aleatoriedade enquanto acesas, era uma pura representação do quanto o futuro é indeterminado).

Madsen, sabendo do que estava por vir, após um momento em que se afastou de Kleine, aproveitou o mal estar na relação, para reviver seu objeto de aprendizagem. Tendo em mente a imensa dor que se apegar por aquela chama lhe trazia, quando fosse tirada de seus cuidados, Madsen retornou à chama e produziu o que deveria.

A primeira chama descendente, foi de cor verde, fez um grande sucesso no vilarejo e por toda essa visibilidade, Kleine vendo Madsen se alegrar, sentindo sua ferida da comodidade e incompetência (em relação ao cuidado com a sua coleção) sangrar, pôs em prática, seu plano já previamente arquitetado.

A chama, possui atualmente um tronco esculpido no formato de duas cobras enroladas na haste de metal, e segurando no topo, uma ampulheta, com os sais respectivamente, azul, amarelo e rosa, deslizando para a base do fogo, mantendo a chama em verde e rosa. Esta era uma obra de arte, feita por Madsen e reconhecida pelas pessoas do vilarejo, representava parte de sua identidade. No entanto era uma obra de arte que a propriedade material, em partes pertencia a Kleine, esta que tentou eliminar o sentimento presente na obra, blasfemando para es amigues de Madsen sobre como ela poderia não ser tão legal (em outras palavras: Kleine, com inveja, ciúmes e algum sentimento de insegurança, não muito bem tratado em uma terapia, com o intuito de excluir Madsen e censurar sua arte; isola a mesma de seu círculo social e restringe o uso de sua chama. Obviamente sem efeitos).


Garota Madsen em Monótonos Maravilha

  • Isso é uma crônica, então tudo que contei aconteceu realmente, mas de forma análoga. aqui criei um mundo fictício onde existem as chamas coloridas que não te machucam, elas são alusões ao que você acabou de ler;

  • sim esta censura existe, a partir do momento que não poderei continuar escrevendo aqui.

  • com esta história eu descobri que existem comunistas falsifix, que só seguem os preceitos do movimento quando beneficia elus, e que ideais liberais como "propriedade intelectual” e “patentes” chamam muito a sua atenção, quando o objetivo é enriquecer e provavelmente sair de uma situação econômica menos abastada do que a elite, mas se esquecendo que existem pessoas menos abastadas do que elus mesmes;

  • comunistas falsifix, também, esquecem da máxima de igualdade no comunismo, se prendendo ao sentimento de insegurança (sobre tal preceito) por diversos motivos, mas especialmente por acreditarem que o comunismo não funcionará de verdade e por isso precisam manter uma posição (inexistente) “superior”;

  • Também esquecem que no fim, o rico e o pobre, usam o banheiro para despejar seus dejetos (falta de criatividade para George Orwell) e que na hora da morte, o nada é igual para todes;

  • certamente serei censurada por esse meu desabafo, então guardem a história que contei, e lutemos contra a censura.